domingo, 24 de agosto de 2008

Ouvindo musica secular

Bom hoje vou postar um texto que achei no blog do meu parceiro Raphael ( http://rapensando.blogspot.com/), na qual traz a tona a questão de que cristão não pode ouvir musica seculares.
Aproveite o maximo do texto.

Ouvindo musica "secular"

Sim, alguns cristãos não ouvem músicas que consideram seculares – músicas que não são feitas por próprios cristãos – espantosa tal idéia. Na realidade chamam de secular por algum motivo obscuro já que secular significa algo que passa de século a século, talvez seja uma alusão ao famigerado versículo de 2Co 4:4 que diz: “nos quais o deus deste século cegou os entendimentos dos incrédulos, para que lhes não resplandeça a luz do evangelho da glória de Cristo, o qual é a imagem de Deus.”, longe de querermos basear a crítica somente nessa palavra, é importante fazer referência a essa eterna divisão entre divino e pagão.

Porque dividir atividades relacionadas à igreja como sendo divinas e tudo o mais que estiver fora dela como sendo secular ou pagão? É um regresso ao tempo dos fariseus, é um regresso à idéia de que o templo é um lugar físico, é um regresso que não torna ao cristianismo primitivo. Apesar de a idéia ser bastante difundida, temos de levar em consideração que viver em Cristo é viver em totalidade, não somente em alguns poucos momentos pré-definidos, mas a todo o momento. Essa oração um tanto quanto repetitiva se limita a ser repetitiva, porque se olharmos pela prática, nada disso é praticado.

Observemos, por exemplo, pra que dizer que você tem um trabalho secular? Não é um bendito trabalho profissional? Pra que se referir à sua vida fora da igreja como sendo uma vida secular, viraremos todos duas caras, vivendo duas vidas? Que possamos entender, temos todos uma única vida, um trabalho profissional. Apesar de ser uma compreensão básica e aparentemente ínfima isso torna a vida mais livre, isso faz com que o fardo pesado dos legalistas se transforme no suave jugo prometido por Cristo.

Um dos principais argumentos para que não se ouça uma música é o velho e conhecido pecado de influência. Se algo te influencia negativamente, não faça isso. O estranho é que essa idéia entra em conflito com as velhas listas elaboradas pelos legalistas faça-isso-porque-eu-quero. E a prova maior está no fato de que se você falar que ouve um Iron Maiden para um pastor, ele dirá que você é filho do diabo ou coisa do tipo (sim, isso ainda acontece).

Cristãos, em tese, deveriam levar para si as coisas básicas da religião para a vida diária. Devemos entender que Deus é soberano logo, tudo que temos no que diz respeito à natureza humana, seja o livre-arbítrio, os sentimentos ou a criatividade, todos eles são provindos de Deus. Qual a dificuldade em entender que mesmo uma pessoa glorificando ao diabo, tem algo que foi dado por Deus? Oras a criatividade que a pessoa utiliza está sendo direcionada para algo que não concordamos, mas por isso condenaremos os meios que ela utiliza para glorificar aquilo que acha melhor? Exemplificando, o martelo já foi usado várias vezes para o homicídio, por esse fato faremos com que ele seja banido das mãos ‘sacrossantas’ dos evangélicos? O conhecimento pode ser tanto usado para algo bom como para algo oposto, essa idéia é tão latente que também deveria ser utilizada como analogia para a música. Um acorde é um acorde em qualquer lugar, tocado por qualquer pessoa.

Não importa se o que o indivíduo está tocando ou cantando nada tem a ver com Deus, ou se está exaltando o diabo, o que importa no fim das contas é o entendimento por parte de quem ouve que a pessoa está usando uma criatividade dada por Deus. A adoração sempre existirá, o direcionamento dado a ela é pessoal e com certeza será variável.

Por conta do “Não ouça isso! É do diabo!” cristãos são obrigados a ouvirem a pior música existente e ainda acharem boa, com o risco de serem mandados para o inferno se pensarem na possibilidade de escutarem uma música de qualidade que não necessariamente foi composta por evangélicos.

A liberdade tão aclamada pela religião mais uma vez é colocada de lado para a vivência de uma religiosidade que faz com que o cristianismo morra.

quinta-feira, 24 de julho de 2008

Terrorismo Literário

Manifesto de abertura do livro: Literatura Marginal

Terrorismo Literário

Escrito por:
Ferréz
Site:
http://www.ferrez.blogspot.com



A capoeira não vem mais, agora reagimos com a palavra, porque pouca coisa mudou, principalmente para nós.
Não somos movimento, não somos os novos, não somos nada, nem pobres, porque pobre segundo os poetas da rua, é quem não tem as coisas.
Cala a boca, negro e pobre aqui não tem vez! Cala a boca!
Cala a boca uma porra, agora agente fala, agora agente canta, e na moral agora agente escreve.
Quem inventou o barato não separou entre literatura boa/feita com caneta de ouro e literatura ruim/escrita com carvão, a regra é só uma, mostrar as caras. Não somos o retrato, pelo contrário, mudamos o foco e tiramos nós mesmos a nossa foto.
A própria linguagem margeando e não os da margem, marginalizando e não us marginalizados, rocha na areia do capitalismo.
O sonho não é seguir o padrão, Não é ser o empregado que virou o patrão, não isso não, aqui ninguém quer humilhar, pagar migalhas nem pensar, nós sabemos a dor por recebe-las.
Somos o contra sua opinião, não viveremos ou morreremos se não tivermos o selo da aceitação, na verdade tudo vai continuar, muitos querendo ou não.
Um dia a chama capitalista fez mal a nossos avós, agora faz mal a nossos pais e no futuro vai fazer a nossos filhos, o ideal é mudar a fita, quebrar o ciclo da mentira dos “direitos iguais”, da farsa dos “todos são livres” agente sabe que não é assim, vivemos isso nas ruas, sob os olhares dos novos capitães do mato, policiais que são pagos para nos lembrar que somos classificados por três letras classes: C,D,E.
Literatura de rua com sentido sim, com um principio sim, e com um ideal sim, trazer melhoras para o povo que constrói esse pais mas não recebe sua parte.
O jogo é objetivo, compre, ostente, e tenha minutos de felicidade, seja igual ao melhor, use o que ele usa.
Mas nós não precisamos disso, isso traz morte, dor, cadeia, mães sem filhos, lágrimas demais no rio de sangue da periferia.
Somos mais, somos aquele que faz a cultura, falem que não somos marginais, nos tirem o pouco que sobrou, até o nome, já não escolhemos o sobrenome, deixamos para os donos da casa grande escolher por nós, deixamos eles marcarem nossas peles, porque teríamos espaço para um movimento literário? Sabe duma coisa, o mais louco é que não precisamos de sua legitimação, porque não batemos na porta para alguém abrir, nós arrombamos a porta e entramos.
Sua negação não é novidade, você não entendeu? Não é o quanto vendemos, é o que falamos, não é por onde nem como publicamos, é que sobrevivemos.
Estamos na rua loco, estamos na favela, no campo, no bar, nos viadutos, e somos marginais mas antes somos literatura, e isso vocês podem negar, podem fechar os olhos, virarem as costas, mas como já disse, continuaremos aqui, assim como o muro social invisível que divide esse pais.
O significado do que colocamos em suas mãos hoje, é nada mais do que a realização de um sonho que infelizmente não foi visto por centenas de escritores marginalizados desse país.
Ao contrário do bandeirante que avançou com as mãos sujas de sangue nosso território, e arrancou a fé verdadeira, doutrinando nossos antepassados índios, ao contrário dos senhores das casas grandes que escravizaram nossos irmãos africanos e tentaram dominar e apagar toda a cultura de um povo massacrado mas não derrotado.
Uma coisa é certa, queimaram nossos documentos, mentiram sobre nossa história, mataram nossos antepassados.
Outra coisa também é certa, mentirão no futuro, esconderão e queimarão tudo que prove que um dia a classe menos beneficiada com o dinheiro fez arte.
Jogando contra a massificação que domina e aliena cada vez mais os assim chamados por eles de “excluídos sociais” e para nos certificar que o povo da periferia/favela/gueto tenha sua colocação na história, e que não fique mais 500 anos jogado no limbo cultural de um país que tem nojo de sua própria cultura, a literatura marginal se faz presente para representar a cultura de um povo, composto de minorias, mas em seu todo uma maioria.
E temos muito a proteger e a mostrar, temos nosso próprio vocabulário que é muito precioso, principalmente num país colonizado até os dias de hoje, onde a maioria não tem representatividade cultural e social, na real negô o povo num tem nem o básico pra comer, e mesmo assim meu tio, agente faz por onde ter us barato para agüentar mais um dia.
Mas estamos na área, e já somos vários, estamos lutando pelo espaço para que no futuro, os autores do gueto sejam também lembrados e eternizados, mostramos a várias faces da caneta que se faz presente na favela, e pra representar o grito do verdadeiro povo brasileiro, nada mais que os autenticos, e como a pergunta do menino numa certa palestra.
- como é essa literatura marginal publicada em livros.
Ela é honrada, ela é autentica e nem por morarmos perto do lixo, fazemos parte dele, merecemos o melhor, pois já sofremos demais.
O mimiógrafo foi útil, mas a guerra é maior agora, os grandes meios de comunicação estão ai, com mais de 50% de anunciantes por edição, bancando a ilusão que você terá que ter em sua mente.
A maior satisfação está em agredir os inimigos novamente, e em trazer o sorriso na boca da Dona Maria quando ver o livro que o filho trouxe para casa.
Vindo com muita mais gente e com grande prazer de apresentar novos talentos da escrita periférica.
Prus aliados o banquete está servido, pode degustar, porque esse tipo de literatura viveu muito na rua e por fim está aqui no livro.
Depois do lançamento dos três atos que fizemos juntamente com a revista Caros Amigos, edições especiais chamadas Caros amigos/literatura marginal ao qual a Casa Amarela desde o principio acreditou e apoiou, a forma agora chega em livro.
Mas como sempre todos falam tudo e não dizem nada, vamos dar uma explicada: A revista é feita para e por pessoas que foram postas a margem da sociedade.
Ganhamos até prêmios, como o da A.P.C.A.(Academia Paulista de Críticos de Arte) melhor projeto especial do ano.
Muitas são as perguntas, e pouco o espaço para respostas, um exemplo para se guardar é o de Kafka, a crítica convencionou que aquela era uma literatura menor. Ou seja, literatura feita pela minoria dos judeus em Praga, numa língua maior o Alemão.
A Literatura Marginal sempre é bom frisar é uma literatura feita por minorias, sejam elas raciais ou sócio-econômicas. Literatura feita a margem dos núcleos centrais do saber e da grande cultura nacional, ou seja os de grande poder aquisitivo. Mas alguns dizem que sua principal característica é a linguagem, é o jeito que falamos, que contamos a história, bom isso fica para os estudiosos, o que agente faz é tentar explicar, mas agente fica na tentativa, pois aqui não reina nem o começo da verdade absoluta.
Hoje não somos uma literatura menor, nem nos deixemos taxar assim, somos uma literatura maior, feita por maiorias, numa linguagem maior, pois temos as raízes e as mantemos.
Não vou apresentar os convidados um a um porque eles falarão por sim mesmos, é ler e verificar, só sei que com muitos deles eu tenho lindas histórias, várias caminhadas tentando fazer uma única coisa, o povo ler.
Cansei de ouvir.
- mas o que cês tão fazendo é separar a literatura, a do gueto e a do centro.
E nunca cansarei de responder.
- o barato já tá separado a muito tempo, só que do lado de cá ninguém deu um gritão, ninguém chegou com a nossa parte, foi feito todo um mundo de teses e de estudos do lado de lá, e do cá mal terminamos o ensino dito básico.
Sabe o que é mais louco, nesse pais você tem que sofrer boicote de tudo que é lado, mas nunca pode fazer o seu, o seu é errado, por mais que você tenha sofrido você tem que fazer por todos, principalmente pela classe que quase conseguiu te matar, fazendo você nascer na favela e te dando a miséria como herança.
Afinal um dia o povo ia ter que se valorizar, então é nóis nas linhas da cultura, chegando de vagar, sem querer agredir ninguém, mas também não aceitando desaforo nem compactuando com hipocrisia alheia, bom vamos deixar de ladainha e na bola de meia tocar o barco.
Boa leitura, e muita paz se você merece-la, se não bem vindo a guerra.

sexta-feira, 27 de junho de 2008

Duas Histórias, Dois Destinos

Bom, hoje foi postar um texto muito interessante que encontrei na internet, na qual percebi um alto teor de reflexão, vale a pena conferir e levar em consideração a mensagem. Fiquem a vontade pra ler.

Duas Histórias, Dois Destinos


DUAS HISTÓRIAS, DOIS DESTINOS
"JULGAMOS A NÓS MESMOS PELO QUE NÓS SOMOS CAPAZES DE FAZER, ENQUANTO OS OUTROS NOS JULGAM PELO QUE JÁ FIZEMOS..."

1ª História

Certa vez um garoto entrou na sala de emergência de um hospital depois de ter sido atropelado. O motorista que o socorreu, ao ser interpelado para efetuar o depósito necessário ao atendimento, informou que não possuía, naquele momento, dinheiro ou cheque que pudesse oferecer em garantia, mas certamente, se o hospital aceitasse, poderia efetuar o depósito na primeira oportunidade. O atendente, na impossibilidade de liberar o atendimento, mas, com a vantagem de ter um dos diretores do hospital, que também era médico, de plantão naquele momento, resolveu consultá-lo.Todavia, por não ter dinheiro nem garantias para o tratamento, não liberou o atendimento, fato que levou a criança atropelada a falecer. O diretor, novamente chamado para assinar o atestado de óbito do garoto, ao chegar para o exame cadavérico, descobre que o garoto atropelado era seu filho, que poderia ter sido salvo, se tivesse recebido atendimento.

2ª História

Antônio, um pai de família, um certo dia, quando voltava do trabalho, dirigindo num trânsito bastante pesado, deparou-se com um senhor que dirigia apressadamente. Vinha cortando todo o mundo e, quando se aproximou do carro de Antônio, deu-lhe uma tremenda fechada, já que precisava atravessar para a outra pista. Naquela hora, à vontade de Antonio foi de xingá-lo e impedir sua passagem, mas logo pensou:

- Coitado! Se ele está tão nervoso e apressado assim... Vai ver que está com um problema sério e precisando chegar logo ao seu destino, pensando assim, foi diminuindo a marcha e deixou-o passar.

Chegando em casa, Antonio recebeu a notícia de que seu filho de três anos havia sofrido um grave acidente e fora levado ao hospital pela sua esposa. Imediatamente seguiu para lá e, quando chegou, sua esposa veio ao seu encontro e o tranqüilizou dizendo:

- Graças a Deus está tudo bem, pois o médico chegou a tempo para socorrer nosso filho. Ele já está fora de perigo.

Antonio, aliviado, pediu que sua esposa o levasse até o médico para agradecer-lhe. Qual não foi sua surpresa quando percebeu que o médico era aquele senhor apressado para o qual ele havia dado passagem!


DUAS HISTÓRIAS, DOIS DESTINOS

"Esteja sempre alerta para ajudar o próximo, independentemente de sua aparência ou condição financeira".

"Procure ver as pessoas além das aparências".

Imagine que por trás de uma atitude, existe uma história, um motivo que leva a pessoa a agir de determinada forma."



segunda-feira, 19 de maio de 2008

Uma arma letal: O descaso

Não são apenas armas de fogo que tiram vidas. Outra arma muito utilizada no mundo tem alto poder letal: O DESCASO. Homens, chefes de nação, estão deixando que vidas se percam por não darem a atenção devida a um problema que existe desde que o mundo é mundo.

Se continuar a corrupção e o preconceito do jeito que está no Brasil, não vamos para frente. Já disse o MV BILL: "Preconceito sem conceito que apodrece a nação".
Mas estou começando a entender! A hipocrisia no Brasil é como se fosse o ar que respiramos. Que coisa louca! Já disse o Brown: "A vida é loka nego!", pois eu digo, não só a vida, mas sim o mundo em que vivemos. Mas não adianta só reclamar e não fazer nada. Temos que reclamar, expôr nossos direitos e deveres como cidadãos. Mas principalmente fazer alguma coisa, vamos revolucionar! Vamos fazer algo de útil, nos reunir, fazer a massa mudar a situação. Sangue bom, truta, parceiro, camarada, amigo guri, companheiro, enfim, não importa o lugar em que você vive. Pois antes de tudo somos brasileiros.

Meses atrás os nossos políticos decidiram que o salário mínimo agora será de R$ 412,40. Mas segundo o Dieese ( Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômico) o salário mínimo ideal seria de R$ 1924,59 segundo levantamento feito para janeiro. Já que somente com esse valor de R$ 1924,59 se respeitaria os direitos contidos na Constituição da República Federativa do Brasil. O inacreditável é que quando é para aumentar salário dos políticos dar unanimidade e o valor que é aumentado é um absurdo. Diante disso tudo chegamos a seguinte conclusão: “ O Brasil não tem povo, tem publico ”.

Queria que fosse possível a madame abaixar o nariz, o governo de modo geral acabar com suas corrupções, o mundo acabar com sua hipocrisia, os babacas acabarem com seu preconceito, ter completa paz no mundo. Que pena que isso não é possível. Afinal como já disse Afro X: "A ganância dos homens é o pior defeito" e em relação às drogas, a rosa é bela mas traz com ela o espinho. Tem uma frase do Bezerra da Silva que na verdade as pessoas se enganaram ao interpretar. "O bom malandro é igual a um cadeado, não vê nada e não ouve nada". A Socialite pensa que é o "neguinho do morro" cagüeta seus companheiros "marginais e assassinos", porque o morro é lugar de criminoso. Será mesmo? Eu prefiro ser assaltado por alguém "do morro" do que pelo maior assassino de todos que fica impune a qualquer tipo de tribunal no Brasil: O LADRÃO DA CANETA! Tenho nojo de deputados, governantes e prefeitos corruptos. É estranho, na hora de votar eu ainda me iludo e penso: "Agora vai!" Se o cara que eu votei ganha, dá uns dois anos e nada acontece. Se o cara que eu não votei ganhou, passa os mesmos dois anos e nada acontece. Será que ainda vale a pena se iludir com eleições? As pessoas votam por votar, horário político é importante, devemos conhecer quem vamos votar. Votar com consciência, e se não der certo, temos todo o direito de exigir que se faça o que se foi prometido. Vamos às ruas, vamos ao parlamento reclamar, enfim, queremos um mundo melhor. PAZ!
Pra encerrar esse post de hoje vou colocar a musica do rapper Alexandre Pensador de Balsas – Maranhão intitulada “MENSALÂO” , rap original e de qualidade do Sul do Maranhão.
Para baixar a música clique aki...




Musica: Mensalão
Grupo: The MC`s


DE MENSALÃO EM MENSALÃO OS VAGABUNDOS FAZEM A FESTA
DO PASTOR QUE USA A FÉ AO QUE COLOCA NA CUECA
FOME ZERO NOTA ZERO NA EVOLUÇÃO
SÃO CINQUENTA MILHÕES EM MÁ SITUAÇÃO
MUDA PARA TUDO TROCA TUDO DAR DESCARGA
PÁTRIA AMADA MÃE GENTIL EMBARCAÇÃO DESGOVERNADA
PARADA MUITO SÉRIA QUE ABALA A NAÇÃO
TO CANSADO DESSA PORRA E DESABAFO NA CANÇÃO
IRMÃO O RAP FAZ SUA PARTE E CANTA
É DE MIL GRAU A BURGUESIA SE ESPANTA
MEU RAP É O VENENO PRA QUEM DEVE NO CARTÓRIO
ENQUANTO A VERBA É DESVIADA NA FAVELA ESCORRE O ÓDIO
DIRETO PRO ASFALTO PRA TUA RESIDÊMCIA
QUADRILHA DE MORTE HORROR VIOLÊNCIA
AI GALERA NORDESTINA POVO MARANHENSE
QUEM TA FALANDO É PENSADOR O DONO DA REPENTE
NÃO SOU FORMADO NA UEMA MAIS EU SOU DE CIMA
O MEU DIPLOMA É NO RAP DETONANDO RIMA
SAI DA FRENTE QUEM ME DEVE EU NÃO VOU TER PERDÃO
PENSADOR – FUDENDO MENSALÃO

[Refrão]
TODOS SOMOS UM SÓ LUTANDO PELOS NOSSOS DIREITOS
DE RESPIRAR O AR EXPRESSAR NOSSOS SENTIMENTOS
VOU CANTAR A DOR – VOU CANTAR O AMOR
VOU CANTAR A REALIDADE QUE A BABILÔNIA NÃO MOSTROU
VEJA QUANTA MISÉRIA QUE SE ESPALHA POR ESSE MUNDO
MAIS O POVO NÃO QUER ENCHERGAR E VIVE NO SUBMUNDO
O RACISMO O PRECONCEITO A DESIGUALDADE O SOFRIMENTO
QUE NOS MACHUCA E VEM NOS MALTRATAR

ATO DE DEMOCRACIA DESVALORIZADO
O POVO VENDE O VOTO POR QUALQUER TROCADO
PORRA É SEMPRE A MESMA COISA NA CAMPANHA
PORRA É MAIS TARDE É NOSSO POVO QUE APANHA PORRA
ESQUECIMENTO POR AQUI JÁ É NORMAL
FAVELA SEM ESTUDO PODE CRER PASSANDO MAL
SEM CREDIBILIDADE MANO COMO É QUE PODE
É TIPO O PAR DE PRETOS QUE COLOCAM NO BIG BROTHER
ATÉ PARECE QUE A LAVAGEM ME ATINGIU
SEM INTERESSE COLETIVO VÃO PRA PUTA QUE PARIU
APOLOGIA A IGUALDADE A CLASSE OPERÁRIA
NÃO PÁRA O MIGRANTE E SIM PRA REFORMA AGRÁRIA
LULA INDO LULA VINDO CHUVA DE DECEPÇÕES
MUITO LOUCO ESSE AVIÃO DE CINQUENTA MILHÕES
ORDEM E PROGRESSO NA BANDEIRA BRASILEIRA
POR AQUI É O INVERSO REGRESSO SEM FRONTEIRAS
SALVE-SE QUEM PUDER O RAP AQUI SALVOU MAIS UM RAPAZ
THE MC´S É UM A MAIS

TODOS SOMOS UM SÓ LUTANDO PELOS NOSSOS DIREITOS
DE RESPIRAR O AR EXPRESSAR NOSSOS SENTIMENTOS
VOU CANTAR A DOR – VOU CANTAR O AMOR
VOU CANTAR A REALIDADE QUE A BABILÔNIA NÃO MOSTROU
VEJA QUANTA MISÉRIA QUE SE ESPALHA POR ESSE MUNDO
MAIS O POVO NÃO QUER ENCHERGAR E VIVE NO SUBMUNDO
O RACISMO O PRECONCEITO A DESIGUALDADE O SOFRIMENTO
QUE NOS MACHUCA E VEM NOS MALTRATAR



sábado, 3 de maio de 2008

Cultura sempre!



Cultura sempre!

Satisfação enorme está de volta e podendo escrever nesse grande portal de informação, na qual criei. Bom tenho grandes novidade pra relatar e a principal é que tive a oportunidade de presenciar um evento cultural que teve na cidade que moro. O evento se chama: I Fórum Cultural de Açailândia-Ma, na qual tinha o objetivo de denunciar a falta de compromisso do governo (municipal, estadual e federal) para com os artistas da nossa cidade. Os mesmo reivindicava um Centro Cultural para a cidade, já que temos um grande numero de artistas com diversas habilidades para desenvolver atividades culturais entre elas: dança ( hiphop, capoeira etc...), teatro, poesia, artesanato e outras arte que só embeleza nossa terra. O que me chamou mais atenção foi o interesse dos participantes e entidades envolvidas em começar essa lutar por um espaço próprio para o desenvolvimento das suas atividades, isso sem o apoio das esferas governamentais, até por que foi convidado representantes do governo municipal para dialogar sobre a visibilidade da construção do centro, mas como já era esperado não compareceram, ou seja, desrespeitaram e desvalorizaram nossos artistas. O evento se estendeu por dois dias, na qual teve diversas atrações: dança, musica, peça teatral etc... Numa dessas atrações tive a oportunidade de conhecer o rapper Alexandre Pensador de Balsas do Maranhão (é rapper a 12 anos e participa de vários projetos sociais da sua cidade) , o mesmo fez sua apresentação cantando uma música muito loka que falava das questões sociais de afeta seu município e nosso Brasil, em breve estarei postando mais informações sobre suas musica e seu grupo.




Enfim fiquei feliz em ver como a cultura e a luta por coisas melhores bendifica nosso povo que só precisa de oportunidade pra crescer culturalmente e espiritualmente se tornando seres humanos dignos e valorizados. Embalado nessa vontade de LUTA, vou escrever um texto que questiona o porquê de lutamos por dias melhores, se liga só.



Por que lutar?


Primeiramente quero definir que o lutar que quero dizer é o, viver diariamente trabalhando para a mudança do mundo. Trabalhando no sentido não ficando de braços cruzados, diante a tanta injustiça. Lutar consiste em ir atrás, e fazer acontecer. E seguidamente vem o contexto sobre o titulo.
Levantamos toda manhã com destinos diferentes: trabalhar nas empresas; nos arranhas-céus; nas cozinhas e lavandarias; coletar lixo e varrer ruas; movimentar um pais. Que pais é esse ? Brasil, localizado na América do Sul, que fica no planeta terra.
Ao passar pelas ruas, avenidas e estradas, vemos um pouco da realidade do nosso país. Crianças trabalhando duro desde cedo, vendendo doces, balas, limpando vidros e em casos extremos vendendo o próprio corpo. Tudo funciona na lei do mercado, do vende e compra. E essas crianças, e adultos e velhos que vivem as ruas trabalhando, convivem nesse sistema cão, que empoem o rico e o pobre. O pobre como definiria Marx, p proletariado, tendo a suportar esse sistema é obrigado a sair e vender a mão de obra, para ter o que de comer.
Dentro dos trabalhos registrados não é diferente. A lei da oferta também esta surrada, única coisa que se diferencia, que a dureza é menor. Uma coisa em comum do registrado com o não-registrado, é que os dois são explorados, e em muitos casos humilhados. Humilhados de varias formas, e não vamos se hipócritas em dizer que não, por que a humilhação infelizmente acontece entre o rico e o pobre.
Assistindo e convivendo com essa bruta realidade, nos perguntamos: E agora? A resposta é categórica, não a duvida. Diante a tantas injustiças única coisa que resta é LUTAR. Saber quem é o causador de tudo, o responsável, e o que ri de tudo isso. Estudar detalhadamente tudo, para podermos ver quem é quem nessa historia de bem e mal. Se a indiferença continuar, a burguesia vai adorar, por que vai significar seu parasitismo em cima do povo. Daí que precisa acontecer a conscientização do povo, para verem que a burguesia não é nada certa e limpa. Ela nos engana, escraviza-nos nas industrias, e ainda de nós explorar e humilhar, forma camadas sociais que vivem na extrema miséria. Sem terem um pão no café da manhã. E agora é lutar, fazer acontecer, mostrar pra burguesia que a ignorante na historia é ela, que acredita que tomando o pão do próximo há progresso. Mas como lutar? O principal de tudo é estudar, conhecer o mundo em que se vive, conhecer o tempo antigo, conhecer cada palmo. Se tornar consciente dessa guerra, e passar ao próximo a informação, como estou fazendo. Não diga que não adianta informar, conscientizar ao próximo, por que adianta sim. Um consciente hoje, dois amanhã, dez depois e ai vai... Não tenha medo de lutar, por que a classe dominante não tem medo de te oprimir. Lutar é uma obrigação que todos temos, e para isso estudarmos e nós conscientizarmos! Se você ver alguém morrendo de fome na rua, o culpado é você, por que você aceitou aquilo. Tenha consciência dessa guerra , que será sua energia para a revolução.

domingo, 13 de abril de 2008

A chama

A chama

No meio do caos da manifestação
Monstros aparecem através da multidão
Metade homem metade cavalo
Carregando em punho, o fim da vida em um estalo
Ideologias, gritos, choros
Os animais levam consigo a repressão em seu couro
Uma bala corta a atmosfera densa
E se crava no corpo daquele, que pela liberdade lutava[em sua face mais intensa.
O sangue se entrelaça pelas garras da ditadura
Edson que bradava por justiça, agora murmura
A escuridão no peito de todos profetiza seu judaico jubileu
Mas sobre ele pairou sua alma
Partiu-se, e ao coração dos que lá estavam levou calma
Pois a chama que dentro de todos havia
Não se apagara
Pelo contrário
Mais forte ardia!
Os jovens estenderam o corpo vazio sobre suas cabeças
Levaram-no como se fosse uma lamparinaIluminando o caminho daqueles que agora sentiam, dentro de si[a chama brilhar ainda mais acesa.

terça-feira, 26 de fevereiro de 2008

Conceitos Básicos

Quando criei esse blog foi com a intenção de passar informação aos leitores e expor meus pontos de vista em determinadas situações.
Pois bem hoje estarei passando alguns conceitos básicos para o bom entendimento de textos que escrevo, até mesmo para que futuramente eu não seja mal interpretado. Esses conceitos foram desenvolvidos pelo meu brother Michel Cabral, no entanto concordo com cada virgula que ai está escrito.

Conceitos Básicos

Capitalismo: Política-econômica que visa o lucro, tem como meta de alcances de lucros explorar e oprimir o povo. Nesse sistema é normal a desigualdades entre as pessoas. O mercado do que mata primeiro; Aquele que quer sai na frente; Lei do esperto... Esse é o capitalismo que esquece as pessoas em seu todo, e apenas se preocupa em seus objetivos íntimos – ficar rico. Daí surge os problemas sociais, devido ao esquecimento da elite com o povo, que apenas se lembra do povo nas horas de trabalho. Seja no Brasil ou do outro lado do mundo, o principal do capitalismo é fazer um ficar rico, e o outro morrer de fome.
Burguesia: A Elite que tem o poder nas mãos. A que oprime e explora o proletariado (trabalhador), e sobrevive dos lucros. A burguesia nada trabalha nada faz pelo mundo, apenas rouba o direito de viver das pessoas. Podemos dizer que a burguesia é composta por aqueles que têm o principal da sociedade capitalista: o dinheiro. Como ela conseguiu esse dinheiro? Explorando as pessoas. A igreja e a ignorância das pessoas, contribuíram para que a burguesia se instala-se onde hoje está. Nunca se esqueça: A burguesia FEDE!!! Porque? Ela nunca trabalha, sempre vive sentada no parasitismo, vivendo a custas do povo, que se mata dia após dia para dar o lucro a ela. Os castelos, bancos, prédios etc... foram construídos por nossos avós, mas neles não tem nossos nomes.

Ser cidadão: Não implica somente em você ter deveres, mas também você ter DIREITOS, que o estado e as pessoas devem respeitar. Você tem deveres a cumprir, como contribuir ao estado; respeitar a constituição; ser uma boa pessoa. Mas ser uma boa pessoa, não inclui ser uma pessoa boba, porque ser boa e boba tem diferenças. Boa é aquela que luta pelo melhor, e certo. Boba é aquela que não liga para nada, aceita as coisas sem criticas. Ser cidadão além de tudo, é lutar por um pais melhor, e mais, lutar por seu vizinho, por seu bairro, pois eles justamente com você formam uma sociedade.

Por que lutar? Reivindicar os direitos; Não aceitar as manipulações; Dizer não a este pais corrupto é um direito de todos nós. E nisso nasce a flor da luta, que nos move a lutar. Lutar por dias melhores e mais justos entre todos. A principal forma de lutar é conscientizar o próximo, e passar a diante a mensagem. Pois hoje é 2 conscientizados, amanhã 4, depois 8, 12, 16, 32, 39, 100, 12000 e ai vai...

terça-feira, 19 de fevereiro de 2008

Um minuto de reflexão


Brancos, pardos, negros, vermelhos, amarelos, ricos, pobres, saudáveis, doentes. Como podemos dividir a humanidade, ou melhor, como podemos dividir esse imenso caldeirão cultural? Será mesmo que a humanidade pode ser dividida? Rotulam-nos pelo que vestimos, comemos, falamos, por nosso status social, por nossa opção sexual...Mundo hipócrita se esquece da particularidade do ser, do respeito ao próximo e que cada indivíduo tem vida própria e que cada pessoa tem, ou ao menos deveria ter, a mente livre para pensar. Ao contrário, querem nos fazer acreditar no “Ideal”. Querem que a gente se encaixe em um padrão de postura, de agir e de viver, querem plantar o “comum” em nossas cabeças, plantar a idéia de abominar o que foge do “Normal”. E a colheita não poderia ser melhor, a lavagem cerebral está dando os melhores frutos possíveis.
Você não acredita? Então siga o raciocínio: Por que acham engraçado o sotaque do nordestino? Por que olham estranho quando vêem um casal homossexual na rua? Por que chamam de macumbeiro aquele que pratica a religião de origem africana e atribuem valores demoníacos a eles? Por que a alta classe anda queimando índio e espancando prostitutas? Por que todos sabem o capitulo da novela, mas não sabem em quem votou na ultima eleição? E por aí vai... Domesticar o povo, fazer a massa seguir um mesmo caminho, convém ao interesse da elite, dos grandes empresários, dos políticos, do mercado consumista… Fica mais fácil se todo mundo gostar do vermelho entende!?Querem o povo no cabresto, na rédea curta. Antes de querermos o que todo mundo quer, de fazermos o que todo mundo faz, de comprarmos o que todo mundo compra e antes de olharmos a diferença do próximo e de julgá-lo vamos pensar se o outro é diferente ou se nós é que somos iguais.
Não seja cativo da sua mente, liberte-se;

quarta-feira, 9 de janeiro de 2008

Pense nisto - Consumidores de drogas são jovens ricos






Rio - Jovens universitários da classe alta brasileira são os que mais consomem drogas no País. Mas quem vai para trás das grades são negros, pobres e analfabetos. O perfil dos usuários, que já havia sido apontado no filme ‘Tropa de Elite’, foi revelado ontem por pesquisa da Fundação Getúlio Vargas (FGV). De acordo com o estudo, que analisa o consumo de drogas, acidentes de trânsito e prisões no Brasil, homens brancos jovens e solteiros são os mais expostos a riscos de morte e violência.Pesquisadores ouviram 182 mil pessoas, das quais 72,54% declararam que fazem uso de maconha, cocaína e lança-perfume. Esse grupo relatou gastar, em média, R$ 75 por mês com drogas. Os usuários pertencem às classes AB, com renda superior a 45 salários mínimos.
A grande maioria deles é branca (85,1%), católica (88,3%) e tem filhos (80,46%).“É o jovem de elite, com acesso a estudo, boa moradia e melhores condições de vida, o maior consumidor. É preciso que o estado elabore políticas urgentes para combater o problema, porque atualmente dá-se muita atenção à oferta de drogas e não ao consumidor, conforme alerta o filme”, ressalta o coordenador da pesquisa, professor Marcelo Néri.O levantamento feito pelo Centro de Políticas Sociais (CPS) sob o título ‘O Estado da Juventude: Drogas, Prisões e Acidentes’, tomou como base a Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).O capítulo ‘Droga de Elite’ revela que cerca de 43,74% dos usuários são donos de cartão de crédito.
O cheque especial é utilizado por 34,8% no seu dia-a-dia. Do total, 68,33% consomem sempre.

quarta-feira, 5 de dezembro de 2007

Recuperação do ser humano

Recuperação do ser humano

Aos meus olhos não tenho lentes e nem binóculos, mas procuro observar o mais profundo e com maior atenção possível tudo que vejo ocorrer nessa terra de tupiniquim chamada Brasil. Procuro olhar cada fenômeno e cada manifestação social que me rodeia. Como guerreiro cidadão sobrevivendo a selva de pedra do Nordeste faço a minha correria cheia de leva e traz, não desmerecendo os meus similares e as dificuldades alheias, pois sei que cada um tem suas obrigações, desejos, frustações e objetivos.
Então, semana passada um parceiro meu me emprestou o DVD do grupo “ Detentos do rap” e é justamente dele que vou falar hoje.
Pra quem não sabe Detentos do rap é um grupo que teve sua formação dentro do maior presídio ( penitenciaria ) da América Latina, Carandiru. Hoje o presídio já não existe e já vi reportagens de pessoas que passaram por lá e eles dizem que aquele lugar era um verdadeiro inferno, onde o ódio, maldade e tudo que é ruim reinavam naquele local ( o próprio filme Carandiru deixa claro o que estou falando! ). Ou seja, aquele sistema carcerário era totalmente falido para suas verdadeiras funções que seria RECUPERAR o ser humano. Então meus amigos, atualmente é quase impossível acreditar que seres humanos sejam recuperados dentro de uma cadeia, pois a mesma não oferece cultura e conhecimento para que eles reestruture suas vidas e volte para a própria sociedade que os condenou. O que se ver? Celas com 80 presos quando na verdade só cabe 20, mulheres sendo colocadas em celas de homens, como aconteceu no Pára e rebeliões de presos, ou seja, o sistema com seu descaso ( estado ) está plantando somente ódio e o que vão colher? Raiva, ódio e uma par de homicidas, pois essa é a lógica, a lei da natureza “ Se colhe o que se planta ”. Não estou aqui defendendo “ bandido ”, mas acredito na recuperação do ser humano e sempre vou acreditar.
E assistindo aquele DVD dos detentos tive a oportunidade de comprovar como Deus é maravilhoso e como a música resgatou os integrantes do grupo. Na época (2004) o grupo era formado por Mano Reco( hoje Mano Reco tem um trabalho gospel com musicas que tocam o coração das pessoas!), Mano Rony e seus Djs. Em suas músicas eles mostrava como era o dia-a-dia na detenção, denunciava o sistema e relatava suas esperanças, seus propósitos e seus objetivos. No DVD duas músicas ganham destaques, a primeira é “Apenas mais um” que tem um propósito de liberdade. De mostrar o valor da liberdade. A outra é “Baseado em fatos reais” que narra uma história real e comovente.
Enfim caros leitores, comprovei que o “homem” pode ser recuperado mesmo que ele tenha feito muitas atrocidades, a saída se encontra em entregar o seu coração a Deus como disse Mano Reco. Basta também que dentro dos presídios ocorra um processo de auto-estima, de cultura e de conhecimento. Pois lá dentro é uma escola.
E para terminar vou postar um texto escrito por Junior Barreto, na qual é intitulado “Objetivo da ética humana” o texto trata em ressaltar a busca da felicidade e o valor da verdadeira liberdade. Boa leitura!


Objetivo da ética humana
Por: Junior Barreto

O ser humano move-se ao encontro da felicidade. Procuramos a satisfação de inúmeras formas, seja com um bem material, uma realização profissional ou qualquer outro modelo de desejo. Em todo objetivo encontramos algo em comum: a busca de maior expressão que é sermos felizes.
Mesmo uma ação indevida é mediada pelo que seria melhor naquele momento, ou seja, visando um ato benéfico.
Somos formados de inúmeros sentimentos e emoções, dos quais são conduzidos pela razão ao encontro de nosso objeto de desejo.
Em uma sociedade moderna, esse ideal está cada vez mais condicionado a fatores coletivos, do bom convívio com o semelhante. E é neste conflito do ser individual com o coletivo que podemos detectar os diferentes caminhos para obtenção da felicidade. O que torna o ser humano diferente dos outros seres é a possibilidade de fazermos escolhas, de planejar as próprias ações.
O poder de raciocínio ganha dimensão com a filosofia, que nos ajuda a pensar sobre a própria vida. Aristóteles foi um dos primeiros pensadores filosóficos a falar na ética, dedicada a pensar as ações humanas e os seus fundamentos.
Essas escolhas com o auxilio do pensamento sobre as ações nos remetem ao que determinamos como liberdade. Dessa liberdade foi criada a lei, que rege o exercício da liberdade.
Atualmente o ser humano vive em constante conflito com o princípio de sua existência: o não matar!
Se existe em nossa sociedade homicídios, assassinatos, extermínios realizados pelo próprio ser humano ao seu semelhante, existe também um desrespeito à lei, que rege o exercício da liberdade. Encontramos uma ação inversa ao propósito humano.
Essas ações moveram o ser humano ao desenvolvimento de diversas normas, estatutos e criações de instituições públicas e privadas a fim de garantir a segurança do indivíduo.
Porém temos no decorrer da história inúmeros casos em que essas instituições foram severamente desrespeitadas, como por exemplo: rebeliões em presídios pelo país e fuga de detentos das penitenciárias. Essas são as situações que, em um momento e outro, presenciamos nos noticiários nacionais.
O que precisamos para que encontremos a felicidade, mesmo que tenhamos uma segurança pública que caminhe em perfeita harmonia com os direitos humanos, é que sejamos cidadãos menos gananciosos e mais conscientes da necessidade em valorizar e preservar a vida humana, auxiliando o próximo, respeitando o seu semelhante, as suas diferenças, sem que haja a necessidade de tirar a vida do outro devido à disputa por tomada de poder. Um povo justo e fraterno é formado sem que haja a necessidade do derramamento de sangue. Desta forma estaremos respeitando a si mesmo, ao próximo, às leis que foram estabelecidas para assegurar o exercício da nossa liberdade e, consequentemente, ampliando as nossas possibilidades de felicidade, que é o maior objetivo de todo ser humano.